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09 novembro 2012

Ingredientes: Sal Grosso Cinza de Guérande

"Fruto do oceano, do sol e do vento, o sal de Guérande "Le Guérandais" é colhido a dedo nas salinas, respeitando um método artesanal milenar!  
Ao contrário do sal industrial refinado, o sal de Guérande do mar da Bretanha é um sal de origem, não recebendo qualquer tipo de lavagem, nem processamento químico e nem aditivos (anti-aglomerante, agente de fluidez, flúor, iodo ou nitrito).
O sal de Guérande do mar da Bretanha é 100% natural, simplesmente classificado e peneirado para garantir uma qualidade constante para os consumidores."

Isso aí em cima é o que diz no verso da embalagem e no site dos produtores, não é lindo??? Parece até poesia você não acha?? Quando me deparei com este sal na prateleira do Marty Plus junto com um punhado de outros pacotes de sal, me veio de repente uma lembrança do supermercado de dentro da "Galeries Lafayette", uma grande loja de Paris situada no Boulevard Haussmann, que tem diferentes mercadorias separadas por andares. Vai desde roupas e eletrônicos até utensílios domésticos, adegas e um INCRÍVEL supermercado!!! Me lembrei dos sais e flor de sais que tinham ali. Hoje tive então a oportunidade de levar para casa um pouquinho da qualidade dos ingredientes franceses! Isso me lembra de outro preceito básico para os cozinheiros: se você pretende atingir bons resultados, escolha sempre ingredientes de altíssima qualidade!


Taí, começando pelo sal acho que você já notará a diferença!! 

O preço: sal comum - R$1,98 a 3,98
O preço do sal grosso cinza de Guérande - R$15,98

A diferença do preço é a mesma da qualidade!!!

Abraços salgados a todos!

 

28 setembro 2012

Novo artigo para o Jornal Alecrim - Peixe!!!

Calor, calor e mais calor… temperaturas de 28 ºC, 30 ºC e até 32 ºC e nem estamos no verão hein?!?! Na verdade estamos saindo do inverno!!! Se você não estivesse na mesma cidade que eu isso iria parecer loucura não é mesmo?! Então fica a pergunta: o que fazer para comer neste calorão?
Hoje vou ensinar uma receita rápida, prática e que combina com nosso clima. Um peixe no papelote que fica uma delícia.
Precisaremos de um bom filé de tilápia, pois é um peixe delicado e leve, ervilhas tortas (também conhecida com ervilha de vagem), batatas, castanha de caju, folhas para salada e um bom azeite.
Primeiramente precisaremos fazer um retângulo de papel alumínio e sobre ele colocar um fio de azeite, um pouco de sal e o peixe por cima. Temperar o peixe com flor de sal e pimenta do reino, colocar uns 2 dentes de alho sobre o peixe e regar com azeite cremoso de azeitona. Aí você vai me perguntar o que vem a ser este tal azeite cremoso??
Vou então te dar uma dica preciosa: faça seu próprio azeite com verdadeiro sabor de azeitonas!!! Anote aí: 100g de azeitonas pretas portuguesas e 180 ml de azeite. Bata as azeitonas sem caroço no liquidificador com o azeite, leve ao fogo baixo por 15 minutos, deixe esfriar e coe. Está pronto seu azeite sensacionalmente saboroso!!!
Voltando ao nosso papelote, depois de regar o peixe com o azeite cremoso, feche o papelote de alumínio lacrando bem todos os lados. Leve ao forno a 200 ºC por aproximadamente 45 minutos. Sirva com ervilha torta cozida no vapor, rodelas de batatas tostadas no azeite e folhas de alface e radicchio. Finalize com castanhas de caju quebradas e flor de sal!!

É um prato ideal para os dias quentes, pois é bastante leve, e ao mesmo tempo tem personalidade! Vale a pena experimentar!!!

Quem quiser saber mais sobre  o Jornal Alecrim dê um click! 

Abraços apetitosos a todos!

 
 

15 setembro 2012

Queijo defumado

Este post é dedicado a todos aqueles que gostam das aventuras da cozinha, das buscas e dos desafios que um louco cozinheiro está a procurar!!! Na maluca aventura que é a cozinha, devemos saber onde pisar e fazer os estudos necessários para atingir bons resultados, apesar de isso nem sempre acontecer!
Num dia desses tive então uma lembrança gustativa: queijo minas espetado no garfo e tostado direto na chama da boca do fogão!! Era senssacional, sempre comia este queijo, sozinho ou juntos com amigos e primos... bons tempos!! Decidi então fazer um trabalho em cima daquele sabor. Rapidamente fiz 2 processor de defumação a frio em 2 pedaços de queijo São Roque (Canastra). Posteriormente, maçariquei os queijos e fui incorporando ingredientes para fazer o prato com a cara da minha infância! Usei, geléia de morango (deliciosa, espetacular, mas só quando é feita em casa!!!), aceto balsâmico de primeira qualidade e óleo de avelã para harmonizar com o tostado do queijo. Finalizei com sal maldon e flor de sal nacional.

O sabor tem um gostinho de infância e de satisfação por saber que aquela época pode ser não só relembrada, mas também sentida novamente!

Taí... uma brincadeira que um dia pode até virar um prato para eventos, quem sabe!?

Convido a todos a brincarem na cozinha, no final das contas terão boas receitas e acima de tudo, boas histórias! 

Abraços e bom apetite!!

Obs.: a propósito, as fotos são da Fernanda Vilhena, fotógrafa profissional. A ela os meus agradecimentos!


 
 
 

 
 







09 junho 2012

Carnes Curadas - Novo artigo para o Jornal Alecrim



O hábito de curar peças de carne através da salga é dado como pré-histórico, e tinha como único intuito a conservação das mesmas. Hoje em dia, além do processo de conservação, utiliza-se esta técnica para agregar diferentes sabores, colocando no mercado diversos tipos de produtos representados pelos embutidos que encontramos facilmente nos mercados. Usa-se muito também o processo de defumação para complementar a cura e dar sabor de fumaça, ou tostado, às carnes.
A técnica mais simples de cura de carnes, que é aplicada até hoje, é simplesmente esfregar sal em toda a superfície da carne ou então embebedá-la em uma salmoura. Nestes dois processos podemos utilizar temperos e ervas a fim de darmos mais sabor ao preparo final das peças. Dependendo dos temperos utilizados conseguimos chegar a sabores suaves, fortes ou picantes. Se fizermos uma mistura de sal e páprica picante teremos uma carne de sabor mais pronunciado e picante; sal e pimenta do reino, uma carne mais suave; mix de pimentas e sal acarretarão num sabor mais forte e picante. Enfim, a liberdade está em nosso favor! 
Quanto ao tempo de cura, isso vai depender da quantidade de carne que queremos curar e da quantidade de temperos que colocamos na peça. De uma maneira geral, para uma peça de carne de 5 cm de diâmetro precisamos deixá-la curando cerca de 6 a 8 dias, sempre sob refrigeração entre 2 e 6 graus, para manter afastado o perigo de contaminação da carne. Outra possibilidade é defumá-la ou secá-la sob o sol.
Devemos sempre ficar atentos ao aparecimento de características que podem indicar estado de má conservação ou de apodrecimento da carne. Gosto ácido, cheiro forte, cores esverdeadas, produção de limo ou mofo superficial são algumas das características que podem comprometer o produto.
Para fazer sua carne curada em casa é fácil, mas devemos sempre nos certificar de que estamos com as condições do processo sob controle (ex. geladeira regulada, bancadas e utensílios de cozinha esterilizados, higiene pessoal em dia, etc.). Vou mostrar uma receita rápida para fazer e muito gostosa para servir de entrada: Filé curado aos três azeites.



 
 


RECEITA

FILÉ CURADO AOS TRÊS AZEITES

Ingredientes:

1 peça de filé limpo
q/b de sal comum
q/b de pimenta do reino moída na hora
q/b de páprica picante
q/b de alho desidratado
q/b de azeite de manjericão
q/b de azeite de avelã
q/b de azeite de trufa

Modo de preparo:

Corte a cabeça e a ponta do filé obtendo um cilindro. Esfregue o sal, a pimenta, a páprica e o alho em toda a superfície da carne. Enrole-a num filme plástico bem apertado evitando a permanência de bolsas de ar dentro da peça. Deixe na geladeira por 7 dias. Para servir, corte fatias de 2 mm de espessura, disponha três fatias sobre o prato e regue cada fatia com um pouco de cada azeite na seguinte ordem: primeira fatia leva o azeite de manjericão, segunda fatia leva o azeite de avelã e a terceira fatia leva o azeite de trufas. Se for necessário finalize com flor de sal.

Eu usei sal negro, flor de sal de Camargue e sal Maldon pra finalizar, mas tome cuidado,  a carne já fica com um tempero bom!



Está pronto para degustar, aproveite e bom apetite!!!


Link para o Jornal Alecrim:

08 maio 2012

Receita: Canapé a la Motte e morango

Esta receita é jogo rápido hein! Com certeza é para aqueles dias em que você não quer fazer sujeira na cozinha e muito menos ficar horas esperando o forno concluir o seu lento trabalho. Picar cebolas em brunoise então, nem pensar né!?!
Atenção e anota aí, é muito fácil e fica uma delícia. Podemos acompanhá-la com um vinho branco ou um tinto frutado! É ideal para um fim de tarde ou como entradinhas antes de um almoço de domingo!


RECEITA:

Canapé a la Motte e morango

6 fatias de pão de forma
40 g de manteiga La Motte
60 g de requeijão ou cream cheese
q/b de geléia de morango
q/b de flor de sal
q/b de folhas de salsa




MODO DE PREPARO:

Corte os pães com um aro cortador fazendo 4 canapés redondos em cada fatia de pão. Sobre cada canapé, coloque a geléia de morango, depois o requeijão, um pedaço de manteiga la Motte sobre o requeijão e finalize com flor de sal e uma folhinha de salsa. Está pronto!!! Agora é só curtir!


 



Grande abraço e bom apetite!!!

13 abril 2012

Ingredientes: Flor de sal

Como todo cozinheiro que se preze, ando por ai sempre em busca de novos e bons ingredientes, pois nós da cozinha sabemos que é com a excelência dos ingredientes que conseguimos os melhores resultados! Neste sentido mostro hoje para vocês um dos melhores produtos que tive o prazer de utilizar. Vem da França, e é cheio de história. Um sal diferente, mais leve, tanto de textura quanto de sabor. Visualmente parece um sal grosso moído em grãos finos, mas a semelhança para por aí! 
A flor de sal é usada na gastronomia para temperar e finalizar alguns pratos. Extremamente leve e crocante, esta iguaria tem horário e forma correta de ser "colhida". 
Os franceses dizem que é na parte da tarde que se consegue o melhor resultado para retirar com "peneiras" a finíssima e leve camada de sal que se forma na superfície da água do mar que está nos tanques de evaporação para produção do sal marinho.



A flor de sal é colhida diariamente e se não colhido acaba se depositando no fundo dos tanques e vira sal marinho comum. 
Além do sabor mais refinado, é mais rica em micronutrientes do que o sal comum.
No Brasil existem marcas que já produzem este tipo de produto, então aconselho a todos experimentarem. 

Eu recomendo a Fleur de Sel de Camargue, francesa... para finalizar é a melhor que já usei. Estes potinhos da foto foram um presente de uma querida aluna recém chegada da França!!!  Obrigado!

20 janeiro 2012

Rosbife com azeite de trufas brancas




ROSBIFE COM AZEITE DE TRUFA


3 Kg de filé mignon limpo sem cordão
½  pote de mostarda de Dijon L'anciene (com grãos)
q/b de sal
q/b de pimenta do reino moída na hora
q/b de ervas finas desidratadas
q/b de pimenta calabresa em flocos

PARA FINALIZAR

q/b de azeite de trufas brancas
q/b de folhas de rúcula
q/b de flor de sal


MODO DE PREPARO:

Em uma tábua de corte para carnes, corte o filé em porções um pouco maiores que um tornedor. Tempere cada pedaço com sal e pimenta do reino moída na hora e besunte com a mostarda de Dijon. Sele os filé em frigideira quente de modo que seu interior permaneça cru ou rosado. Retire da frigideira e reserve até esfriar. Abra sobre a bancada um filme plástico e antes de embrulhar cada filé, jogue sobre toda sua superfície uma mistura de ervas finas e de pimenta calabresa em flocos na proporção de 2 para 1. Embale os filés no filme plástico e leve para a geladeira por aproximadamente 2 horas ou mais se tiver disponibilidade de tempo. Retire os filés do filme plástico e fatie-os finamente como se fossem carpaccio. Sirva com azeite de trufas e finalize com a flor de sal sobre o centro dos filés. Acompanha salada simples de rúcula.